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domingo, 2 de dezembro de 2012

Cada JMJ marca um novo modo de viver e ser cristão, afirma Cardeal Rylko


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Com esta afirmação, o presidente do Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), Cardeal Stanislaw Rylko, definiu o legado que cada Jornada Mundial deixa para os jovens do mundo inteiro e como ela está dentro da proposta da Nova Evangelização, caracterizada não simplesmente por métodos, mas por um renovado modo de ser cristão no mundo.

O Cardeal presidiu a Missa na manhã deste sábado, 1º, em que afirmou como cada edição da JMJ contribui para a formação de jovens discípulos missionários e evangelizadores de outros jovens e, em seguida, conferiu a primeira palestra do dia, durante o Encontro Nacional de Assessores da Pastoral Juvenil.
Em sua colocação, Cardeal Rylko afirmou que todo empenho para a organização da próxima JMJ tem sido um grande investimento para o presente e futuro do Brasil e da América Latina. “As Jornadas tem se tornado uma força propulsora para a solicitude pastoral da Igreja em favor dos jovens. Vamos formar uma geração de operadores de pastoral que estão sabendo extrair boas inspirações para os jovens”, enfatizou.
O presidente do PCL relatou ainda como jovens de diversos continentes se preparam para vir ao Rio de Janeiro, o que caracteriza, segundo ele, um verdadeiro movimento de gratidão da juventude ao ao amor de Cristo que, primeiramente, vem ao encontro dela e, assim, continua por meio de sinais concretos, como os símbolos da Jornada Mundial.
“A cruz é o sinal de todo cristão”, ressaltou o cardeal ao destacar a inspiração do beato João Paulo II de colocar a cruz como centro da JMJ para que os jovens anunciem que, só em Jesus Cristo, morto e ressuscitado, há vida e salvação.
Além desta motivação, o Cardeal Rylko recordou que a cruz está presente na história do Brasil, como em 1500, quando foi celebrada a primeira Missa, e em 1957, quando teve início a construção de Brasília, capital federal e sede deste Encontro de Assessores: “A cruz de Porto Seguro até a de Brasília significa que ela foi fincada na vida dos habitantes do Brasil. Tanto no passado, presente, como no futuro, a cruz marca este país”.
Por fim, o cardeal trouxe as palavras do Papa Bento XVI que define as JMJ’s como uma "nova evangelização ao vivo". “Por ocasião das Jornadas, toda a Igreja se descobre jovem. Redescobre a alegria da fé”, concluiu ao recordar que, depois de 25 anos, a Jornada retorna ao continente americano e marca a segunda visita do Santo Padre ao Brasil.

Frutos após as Jornadas
Na segunda parte da manhã, os responsáveis por juventude das dioceses, pastorais, movimentos e comunidades puderam ouvir experiências e conhecer os frutos gerados pela Jornada em outros países.
O responsável pelo Setor Juventude do PCL, padre Eric Jacquinet, relatou como no seu país de origem, a França, se criou o hábito das diferentes expressões juvenis unirem os seus esforços de evangelização. Segundo ele, esta é a grande “revolução silenciosa” de comunhão que acontece no país que sedia o evento. 
“O encontro no Rio de Janeiro será um grande cenáculo”. Foi assim que padre Eric apontou um segundo fruto deixado pela Jornada, pois esta oferece a oportunidade de abertura para jovens de outras nacionalidades. Na França, por exemplo, a Diocese de Lion acolheu jovens do Líbano, o que estimulou jovens franceses que antes não pretendiam participar da Jornada no país.
Um terceiro fruto apontado pelo responsável do Setor Juventude do PCL é o fato dos encontros mundiais com o Papa encorajar muitos jovens a serem discípulos missionários de Cristo. “É engano pensar que é só um evento e que passa. Os frutos ficam”, finalizou ao destacar ainda que as dificuldades e desafios com as distâncias, estrutura e condições das Jornadas fazem parte dos sacrifícios próprios de qualquer peregrinação, o que se reverte em frutos para a conversão pessoal.
O presidente da Fundação João Paulo II, em Roma, Dr. Marcello Badeschi, relatou como muitos jovens passaram a fazer sua opção vocacional após a JMJ. Dr. Marcello atuou juntamente com João Paulo no início do pontificado e foi uma das pessoas que apoiou a criação das Jornadas Mundiais da Juventude.
Na tarde deste sábado, o Encontro de Assessores prossegue com os organizadores do Comitê Organizador Local Rio 2013 (COL). Eles falam aos responsáveis de juventude sobre a estrutura da JMJ Rio 2013: hospedagens, inscrições, locais dos atos centrais e catequeses, voluntariado etc.

Fonte: Jovens Conectados 

Assessores refletem sobre Campanha da Fraternidade e o pós-Jornada


Assessores durante Apresentação


Ao completar 50 anos de sua criação, a Campanha da Fraternidade (CF) em 2013 também vai marcar a atividade evangelizadora no país em pleno ano de Jornada Mundial da Juventude. Com o tema “Fraternidade e Juventude, a CF retomará a temática a exemplo do ano de 1992 e apresentará como o jovem de hoje está dentro de uma considerável época de mudanças.

Esse foi o tema da tarde do segundo dia do Encontro Nacional de Assessores da Pastoral Juvenil. Conforme apontou o presidente da Comissão para Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro, depois de 21 anos, a realidade juvenil passa por importantes transformações que não representa apenas esta época de mudanças mas uma “mudança de época”.
Em sua colocação, dom Eduardo apresentou os pontos principais do texto base da CF e destacou o “fenômeno juvenil”, em que descreveu as características do jovem da atualidade sujeito à cultura midiática, violência, drogas, desigualdade de renda, entre outros. Fatores estes aliados às mudanças de mentalidade e valores em que estão marcados conceitos como o relativismo, individualismo e consumismo.
“Nós consumimos tanto, que consumimos uns aos outros”, lamentou Dom Eduardo, ao destacar o consumo veloz de informações, produtos e prazeres
Pós-Jornada
Depois, foi apresentado um questionamento de como trabalhar a evangelização da juventude após a Jornada. Padre Antônio Ramos do Prado, conhecido como Toninho e assessor nacional da Comissão Episcopal para a Juventude, apresentou as realidades juvenis com a globalização, a sociedade em rede, os medos e os sonhos da juventude atual para fomentar a discussão sobre os resultados do questionário de preparação para a evangelização da juventude após a Jornada, o chamado pós-JMJ.
Os 17 regionais da CNBB foram questionados a partir das oito linhas de ação propostas no Documento 85, de Evangelização da Juventude. Quais foram os avanços na evangelização da juventude desde 2007, quais os limites vistos e quais as sugestões para o pós-Jornada? Apenas cinco dos 17 regionais da CNBB tinham respondido ao questionário na hora de compilar os dados. Segundo padre Toninho, atualmente faltam três regionais para enviar o material. “Tem de avaliar ainda quantas dioceses foram perguntadas dentro do regional”, explicou.
O secretário dos referenciais da JMJ nos regionais da CNBB, padre Marcelo Gualberto, apresentou os resultados da pesquisa. Entre os avanços está a criação do Setor Juventude nas dioceses para melhorar a organização e articulação dos trabalhos de evangelização com crescimento do sentir-se Igreja. Além disso, foi ressaltado o maior uso da Bíblia, um avanço na comunicação e nos usos de documentos. “Nos parece que não é um livro de prateleira, mas está sendo colocado em prática”, disse.
Desafios e sugestões
Entre os desafios apresentados está a formação seja dos jovens como dos assessores. Em algumas dioceses não é refletido bem o papel do assessor, escolhendo entre padres jovens quem deve cuidar da juventude. Foi questionado também como a opção preferencial pelos jovens é refletida em investimento humano e financeiro? Outra questão a ser trabalhada é como acompanhar os grupos jovens paroquiais sem uma identidade definida (não são ligados formalmente a nenhuma expressão).
Como sugestões para a pós-JMJ, foi apontado a missão permanente; a existência de subsídios alinhados com as propostas de evangelização da Igreja no Brasil que tenha não só doutrina, mas metodologia e pedagogia.
O questionário ainda será encaminhado para a Associação Nacional das Escolas Católcas (Anec), para a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e os institutos da juventude para ampliar o processo de escuta.
“Esse período da JMJ tem animado e articulado a juventude. E o setor juventude tem ganhado sua cara. Parece que começa a identificar e ter uma cara na diocese e isso é muito bonito na Igreja no Brasil”, disse a assessora do regional sul 3 (RS), irmã Zenilde Silva. Segundo ela, esse trabalho não pode ser perdido após a Jornada. O evento precisa ser pensado como um espaço de articulação para assumir seu espaço na Igreja.
Durante os questionamentos, foi lembrada a importância de articular mais a formação com os 15 centros e institutos de juventude existentes no país. Além disso, deve-se ter a preocupação de não uniformizar as expressões no setor juventude como uma coisa só.
 E o pe. Augusto Lívio representa a diocese de Mossoró nesse encontro, aguardamos suas novidades.

Fonte: Jovens Conectados