sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Tabuleiro Grande comemora o "Dia D da Juventude"


O grupo JUNAC da paróquia de Portalegre, pertencente ao zonal Alto Oeste organizou nos dias 02 e 03 na Escola Estadual José Claudio Alves na cidade de Tabuleiro Grande o “Dia D da Juventude” com o tema Kairós, e contou com a presença de todos os grupos da Paróquia.  O objetivo era conduzir os jovens a momentos de adoração e louvor, através de testemunhos e pregações, o evento foi voltado para o carisma pentecostal e contou com pregações de Françuí de Almeida (Mossoró), Nayanni Mascarenhas (Pau dos Ferros) e Dudu Abrantes (Doutor Severiano), ambos pertencentes ao movimento RCC.




Um dos momentos marcantes foi  o arrastão na noite do dia 02 até a Praça Antônio Nicolau de Bessa onde contamos com a presença do nosso Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana que falou um pouco acerca da importância do evento para a nossa vida. Em seguida Françuí contou sobre sua conversão num testemunho comovente e conduziu um momento de espiritualidade, encerrando com a animação da banda Axé Católico Anjos de Deus que também foi responsável  pela animação de todo o evento. Durante os dois dias, os jovens vivenciaram momentos de total entrega a Jesus, louvor, emoção e muita alegria.




O evento terminou na noite do dia 03 com a celebração da Santa Missa presidida por Padre Erivon Maia da paróquia em questão. Vale ressaltar ainda a presença do grupo Sentinelas do Amanhã da cidade de Doutor Severiano que pertence ao mesmo zonal, e os grupos de Umarizal, Rodolfo Fernandes, Itaú e Severiano Melo pertencentes ao zonal Médio Oeste.


terça-feira, 24 de junho de 2014

Quem julga o próximo toma o lugar de Deus,

diz Papa em Missa



Na homilia desta segunda-feira 23/06, Santo Padre refletiu sobre as pessoas que julgam os outros, definindo-as como hipócritas
Da Redação, com Rádio Vaticano
papa_missa
Francisco na Missa desta manhã / Foto: L’Osservatore Romano – Rádio Vaticano
Quem julga o irmão erra e será julgado do mesmo modo. Deus é ‘o único Juiz’ e quem é julgado pode sempre contar com o primeiro defensor, Jesus, e com o Espírito Santo. Este foi o teor da homilia do Papa Francisco, na Missa celebrada na capela da Casa Santa Marta, nesta segunda-feira, 23.
Quem julga o irmão é hipócrita, usurpa um lugar e um papel que não lhe compete e é um perdedor, porque terminará sendo vítima de sua própria falta de misericórdia. Depois de ler o trecho do Evangelho de Mateus, sobre o cisco e a trave no olho, o Papa disse que “a pessoa que julga erra, se confunde e é derrotada, porque assume o papel de Deus, que é o único juiz”.
“Fica tão obcecada pela pessoa que quer julgar, que o seu cisco não o deixa dormir, e não percebe a trave que tem em si. Confunde, acredita que a trave seja o cisco. Quem julga acaba mal, porque a mesma medida será usada para julgá-la. O juiz que toma o lugar de Deus aposta em uma derrota: é soberbo e será julgado com a mesma medida com a qual julga”.
O Santo Padre enfatizou que, diante do Pai, Jesus nunca acusa; ao contrário, sempre defende. Ele recordou que Jesus julgará, sim, mas no fim do mundo; nesse meio de tempo, Ele intercede pelo homem.
Concluindo sua reflexão, Francisco disse que quem julga é um imitador do príncipe deste mundo, que vai sempre atrás das pessoas para as acusar diante do Pai.
“Que o Senhor nos dê a graça de imitar Jesus defensor, Advogado nosso e dos outros, e de não imitar o outro, que quer nos destruir. Se quisermos percorrer o caminho de Jesus, teremos de defender os outros diante do Pai, rezar por eles. Lembremo-nos disso, pois nos fará bem todos os dias, quando ficamos com vontade de julgar os outros ou de falar mal deles, que também é uma forma de julgar”.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Promover a liderança e a formação dos jovens


Brasília, 1º de Junho de 2014. 
Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil. 
“… sobre esta pedra construirei a minha Igreja.” (Mt 16, 18)

Este é um mês rico em celebrações que fundamentam e alimentam nossa Igreja!
No dia 29, festejamos São Pedro e São Paulo. Sobre os apóstolos, a partir deles e com eles, Jesus Cristo construiu sua Igreja, “semente do Reino”, continuadora da sua obra. O desafio é grande, mas eles sabem que não estão sós! A Santíssima Trindade está na base de tudo (dia 15), o Espírito Santo conta com eles e lhes garante a força da unidade (dia 8), o Corpo Eucarístico de Cristo é alimento dos céus a estes operários da messe (dia 19), o Coração de Jesus (dia 27) é a fonte do amor missionário de serviço ao próximo.
Sustentada pela graça divina, a Igreja se estrutura para favorecer a comunhão, a capacitação e a missão dos discípulos do Senhor. As limitações individuais e as dificuldades de relacionamento dos primeiros seguidores do Mestre não o impediram de apostar no processo de amadurecimento de todos para a missão confiada. Aquela pequena estrutura criada garantiu a alegria da convivência, o desenvolvimento dos dons de cada um, o diálogo entre si, a corresponsabilidade das ações, a valorização do protagonismo daqueles homens, tornando-os verdadeiros apóstolos, profetas, mártires, líderes.
Acreditamos, ainda hoje, que as estruturas eclesiais com suas respectivas organizações são espaços privilegiados de formação, ambientes propícios de fortalecimento dos sujeitos da evangelização. São, também, para os jovens: casas e escolas de liderança, celeiros de vocações, formadoras de cidadãos comprometidos com a transformação da realidade. Qualificar nossas estruturas com esta finalidade se torna, portanto, fundamental na evangelização da juventude. Mais do que qualquer outro grupo, as novas gerações têm o direito de encontrar em nossos espaços eclesiais condições favoráveis para seu desenvolvimento! Por isso, devemos sempre nos perguntar: “estamos formando líderes a partir de nossas estruturas, confiando aos jovens responsabilidades que os valorizem em seu protagonismo? Acreditamos em sua capacidade de coordenação, atuação, crítica construtiva, administração?”.
“Participando das estruturas da organização, o jovem desenvolve importantes habilidades de liderança, capacidade de escutar os outros, de superar a timidez e falar em público, de organizar e comunicar suas ideias de maneira sistematizada, de conduzir uma reunião, de analisar criticamente a sociedade ao seu redor, de motivar e acompanhar processos individuais e grupais, de planejar e avaliar a ação pastoral” (Doc. 85, n. 191)

Ao refletir sobre o legado da JMJ para o amadurecimento do jovem líder em nossos meios, o Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, acontecido em dezembro passado à luz do Documento 85 da CNBB, destacou a 5ª. Linha de Ação – ESTRUTURAS DE ACOMPANHAMENTO – como uma de suas urgências pastorais. E definiu, assim, para os próximos anos, as duas PISTAS DE AÇÃO:
      1º.    estimular os responsáveis pelo acompanhamento da pastoral juvenil a estudar os materiais existentes sobre juventude, por meio de Escolas de Formação;
2º.    organizar e articular o Setor Juventude, conforme o documento “Evangelização da   Juventude”, com clareza de objetivos e funções, respeitando e promovendo as diversas expressões e o protagonismo juvenil.

A primeira pista destaca a urgência de os responsáveis da juventude capacitarem-se tecnicamente para utilizar melhor as estruturas como instrumento de formação de liderança, com novas formas de envolvimento dos jovens no contexto eclesial, favorecendo-lhes condições para seu crescimento como cristão e cidadão. A segunda pista, a mais votada, recorda a urgência de organizar bem o Setor Diocesano da Juventude, tornando-o espaço de comunhão das diversas expressões e serviços juvenis, a partir das adequadas orientações do Documento 85 da CNBB.
Estamos convictos do valor da vida em grupo! Por isso nos perguntamos se em todas as Comunidades pertencentes às nossas Paróquias há, no mínimo, um grupo de jovens. E será que as estruturas grupais contribuem, realmente, para a formação integral dos jovens? Nossos grupos possuem programação consistente e acompanhamento qualificado?
Constata-se, também, que muitos jovens têm amadurecido a consciência de sua corresponsabilidade na vida da Igreja. Mas será que estamos respondendo às suas expectativas e buscas e garantindo ambientes adequados para recebê-los?
Eis algumas sugestões para potencializar nossas estruturas a fim de acolher os jovens no seu amadurecimento para o exercício de sua liderança na Igreja e na sociedade:
1)    fazer um levantamento dos espaços paroquias próprios para a juventude e averiguar se eles são realmente suficientes, atraentes e formativos;
2)    incentivar grupos juvenis variados (teatro, esporte, dança, serviços sociais, bandas, redes sociais, etc) e investir neles, garantindo, ao menos, um grupo de jovens em cada uma das Comunidades pertencentes à Paróquia;
3)    reunir os principais líderes jovens da paróquia e, a partir deles, descobrir novas formas de atrair, reunir, envolver e capacitar os jovens sob a força de seu protagonismo;
4)    rever a proposta pedagógica da Catequese de Crisma em vista de oferecer estratégias de organização de grupos de jovens, antes de receberem o Sacramento da Confirmação;
5)    capacitar o coordenador de grupo para dinamizar melhor as reuniões, tornando-as consistentes e cativantes;
6)    convidar líderes jovens para participar das instâncias paroquiais de reflexão e decisões, principalmente no Conselho Paroquial/Comunitário de Pastoral;
7)    organizar momentos de “escuta dos jovens”, fazendo com que os adultos se abram mais para as suas preocupações, sonhos, sugestões, críticas, observações, etc.;
8)    formar os jovens a partir de ações missionárias, trabalhos voluntários, serviços à  Igreja e à Sociedade;
9)    solicitar aos jovens, no exercício de seu protagonismo, sugestões em vista de qualificar a evangelização da juventude tendo em conta a cultura midiática e as redes sociais;
10) organizar, a partir do protagonismo juvenil, um encontro anual de todos os adolescentes e jovens envolvidos nos diversos grupos paroquiais.

Em época de Copa do Mundo, constatamos inúmeras estruturas sendo organizadas para a sua realização. Quanto mais se acredita em algo, mais se investe nele! Aprendamos a investir mais nas estruturas eclesiais favoráveis aos jovens na sua busca de vitória na vida. Jovens entusiasmados por Jesus Cristo e pela missão de sua Igreja tornam-se verdadeiros evangelizadores, protagonistas de um novo tempo, construtores da Civilização do Amor, profetas da paz.
Que o Sagrado Coração de Jesus (dia 27) e o Imaculado Coração de Maria (dia 28) nos ensinem a amar profundamente os jovens; e que este amor afetivo se transforme, cada vez mais, em amor efetivo estrutural a favor de sua vida e vocação.

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB
Fonte: http://www.jovensconectados.org.br/junho2014-promover-a-lideranca-e-a-formacao-dos-jovens.html

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Maio/2014: Acolher o jovem com a maternidade da Igreja

dom eduardo_cf


Brasília, 01 de Maio de 2014.
Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.
“(Maria) entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.”
(Lc 1, 40)


O amor faz “partir apressadamente”, como Maria! A busca é premiada com o encontro! E no encontro, a alegria do Amor partilhado!
A História da Salvação é um bonito poema do dom da “acolhida”. O Criador acolhe a criatura que é chamada a acolhê-lo! Deus acolhe Maria e esta se abre ao seu chamado! Maria acolhe o Divino e o Divino acolhe nossa humanidade! Maria saúda Isabel que lhe retribui com uma acolhedora exclamação de alegria: “Bem aventurada aquela que acreditou”… na força do amor que só pode ser entendido no gesto da acolhida!
Maio: mês da celebração da maternidade que gera a vida e dá sentido a ela. Vida que só tem gosto, beleza e fertilidade quando inundada de sentimentos profundos de acolhida gratuita e oblativa! Por isso, Deus como fonte de vida é sempre e permanentemente materno!
A agradável lembrança desta realidade maternal de Deus e da presença das mães que ele semeou em nossa história nos faz recordar que, pelo batismo e como Igreja, somos todos e todas convocados a gerar, cuidar, defender, promover a vida, acolhendo-a na sua realidade sagrada e frágil, portadora de fecundidade e de paz existencial.
A identidade maternal da Igreja imprime em nós, seus filhos, esta marca que nos enobrece e nos compromete. Saber-se acolhido e amado por Deus e pela Igreja nos anima e nos capacita na vivência de um amor acolhedor do próximo. Nossa vocação missionária encontra aqui, não somente sua fundamentação, mas sua inspiração, modelo, alegria. Não dá para ser discípulo de Jesus Cristo se não formos missionários! Não dá para ser missionários se não estivermos repletos de amor acolhedor capaz de transformar a vida!
Estamos vivendo, nestes últimos anos, um tempo fecundo de reconhecimento, de anúncio e de iniciativas referentes à dimensão missionária da Igreja. O Documento conclusivo da Conferência Episcopal de Aparecida (2007), o Documento da CNBB sobre a Evangelização da Juventude (2007), a voz e o testemunho proféticos de nosso Papa Francisco vem nos sacudir na perspectiva da cultura da acolhida.
Neste clima eclesial e no contexto de pós Jornada Mundial da Juventude no Brasil, o Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, acontecido em dezembro passado, destacou  a 4ª. Linha de Ação – DISCÍPULOS/AS PARA A MISSÃO – como uma de suas urgências pastorais. E definiu, assim, para os próximos anos, as duas PISTAS DE AÇÃO que valem para todos:

1º.    Organizar, dinamizar e acompanhar o discipulado missionário em todas as instâncias juvenis, partindo ao encontro do outro, em comunhão com as diversas realidades eclesiais.
2º.    Despertar e assumir uma postura missionária, natureza de todo cristão, e que garanta a promoção e a defesa da vida em sua plenitude.

A primeira pista destaca a urgência de favorecer iniciativas missionárias juvenis que tenham como princípio o sair de si para acolher o outro, como o próprio Papa Francisco havia pedido:“Empurremos os jovens para que saiam. [...] Pensemos com decisão na pastoral desde a periferia, começando pelos que estão mais afastados, os que não costumam frequentar a paróquia. Eles são os convidados VIP. Vão buscá-los nos cruzamentos dos caminhos!”(Homilia, 27/07/2013). E a segunda pista recorda a dimensão social da missionariedade, pois “levar o Evangelho é levar a força de Deus, para extirpar e destruir o mal e a violência; para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; para construir um mundo novo” (Homilia, 28/07/2013).

As novas gerações que estão sob nossos cuidados pastorais têm recebido motivação, orientação e oportunidades para desenvolverem gradativamente sua vocação missionária? Quantas coisas ainda podemos fazer neste sentido! Vejamos algumas delas:

  1. Fazer um levantamento paroquial sobre suas periferias geográficas e existenciais que estão gritando por socorro a nós: “estudantes, universitários, ribeirinhos, negros, indígenas, quilombolas, agricultores, empobrecidos, das periferias das grandes cidades, dependentes químicos, envolvidos no mundo da violência e das gangues e outros segmentos juvenis” (Doc. 85, n. 180).
  2. Promover palestras e debates em torno de temas relacionados à missionariedade: vocação batismal, discípulo missionário, realidades carentes, perfil e compromisso do missionário, desafios e alegrias, cidadania, voluntariado etc.
  3. Promover na paróquia um painel de experiências missionárias juvenis que acontecem na diocese e/ou no regional.
  4. Motivar os jovens para que descubram as obras sociais e as práticas missionáriasque já existem no âmbito paroquial, com suas pastorais e serviços.
  5. Descobrir na redondeza alguns missionários/as vindos de fora e convidá-los para falar de sua vocação e responder às curiosidades dos jovens.
  6. Descobrir as experiências e personagens bíblicas que mais se destacam no aspecto missionário, explorando, principalmente a figura e o trabalho do Apóstolo Paulo.
  7. Definir um conjunto de experiências missionárias a serem trabalhadas, na teoria e na prática, com os adolescentes e jovens da catequese de crisma.
  8. Oferecer aos jovens das escolas e universidades presentes no território paroquial, experiências missionárias, inclusive ecumênicas, coordenadas pelos próprios jovens e assessoradas pelos adultos.
  9. Desafiar a criação nas redes sociais de espaços de debates e socialização de experiências missionárias, a partir dos próprios jovens, pois “o jovem, como apóstolo de outros jovens, tem um poder de comunicação e de convencimento peculiar.” (Doc. 85, n. 176).
  10. Fazer um levantamento de filmes, vídeos, livros e outros subsídios com teor missionário que possam ser adquiridos pela paróquia e disponibilizados às expressões juvenis locais: grupos, encontros, retiros, movimentos, catequese etc.

“O segredo para atingir os jovens que ainda não foram evangelizados é mobilizar os jovens que já aderiram a Jesus Cristo” (Doc. 85, n. 176). Vamos dar asas a esta verdade revolucionária! E continuar solicitando a Maria, em sua fecunda maternidade, a graça da nossa eterna alegria em sair, em encontrar-se com os outros, em acolher e servir quem mais precisa, como ela fez com Isabel!
Que a ternura acolhedora da Mãe do Senhor nos abrace existencialmente e nos capacite ainda mais na acolhida tanto dos jovens que transitam em nossas estradas quanto aqueles que estão a sua margem. Viva Maria, a feliz jovem acolhedora do projeto de Deus!
Viva São João Paulo II, patrono da Jornada Mundial da Juventude! Pela sua intercessão e a seu exemplo, tenhamos cada vez mais um coração apaixonado pelos jovens.
 
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

FORMAÇÃO


I ASSEMBLEIA DO ZONAL MÉDIO OESTE

Aconteceu nos dias 26 e 27 de abril em Umarizal/RN a I assembleia do zonal médio oeste, onde participaram jovens representando 6, das 7 paróquias que compõe o mesmo.

        A fé há de ser apresentada aos jovens como um encontro amoroso com Deus, que toma feições humanas na pessoa de Jesus Cristo: “No início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”. Desse modo, estarão em jogo duas realidades: o encontro pessoal com Jesus Cristo e a aceitação de um projeto de vida baseado no seu Evangelho. Essa adesão necessariamente incorpora a realidade em que o jovem vive como consequência de verdadeira encarnação cristã.

         Diante do desafio de evangelizar a juventude contemporânea, a Igreja não está começando do zero. Há um caminho histórico percorrido por ela que revela uma herança muito rica. Há uma corrente através da qual uma geração de jovens e agentes evangelizadores adultos passa a experiência acumulada para outra. A Igreja Católica é uma das organizações que têm mais experiência acumulada e sistematizada no trabalho com a juventude. É importante resgatar essa experiência, estando atentos aos sinais dos tempos. Em cada época, à medida que mudavam os desafios, os enfoques, os valores e o ambiente cultural da sociedade, a mentalidade dos jovens também mudava. Os jovens são mais sensíveis às mudanças e propensos a aceitar o novo. Tudo o que acontece na sociedade tem seus reflexos na ação evangelizadora da juventude. Os jovens que são atingidos pela ação evangelizadora estão inseridos simultaneamente na sociedade e na Igreja.


            A experiência de vida em grupo é essencial para á condição humana. É esta vida grupal que nos torna seres sociais, pois nos possibilita ao mesmo tempo experimentar os sentimentos de igualdade e diferença. A ação desenvolvida está pautada na forma como este grupo se identifica e concebe as questões sociais que o atravessam. Ao ter contato com um grupo, uma pessoa, obviamente, encontra outras pessoas com rostos diferentes, personalidades diferentes, ideias diferentes das suas. Ou seja, internamente, há uma série de diferenças entre os integrantes, que para quem participa, torna-se evidente. Para muitos jovens, a vivência grupal torna-se uma mediação com o mundo, reforçando ou dividindo valores veiculados pelos meios de comunicação, pelo pensamento religioso ou pelas expressões culturais estabelecidas.

         Contudo, concluímos que é possível ser um jovem cristão no contexto contemporâneo, que reflete o grande desafio de ser um cristão atuante em um mundo que anda na contramão dos verdadeiros valores do cristianismo. À luz da história de um jovem, buscamos respostas para esses desafios. 



Fotos: Sérvulo Sávio.

Texto: Fabrícia Alves. 

domingo, 27 de abril de 2014

Jovens da Capela de Sao José, paróquia de Umarizal recebem bíblias conquistadas através de campanha iniciada na internet

O coordenador do Grupo de Jovens da Capela de São José Igo Ramonn Fernandes realizou nesta segunda-feira, 08, a entrega das bíblias adquiridas através de doações de amigos, comerciantes e da comunidade paroquiana de Umarizal. A entrega foi realizada pelo Padre João Batista em encontro realizado na Capela no bairro São José.

“Hoje com a graça de DEUS foi entregue as bíblias dos jovens da São José! Essa bíblias fora todas doadas para os jovens através de amigos e comerciantes de Umarizal que acreditam na juventude”, disse Igo.

Segundo o coordenador, esse ano a meta será usar as bíblias para realizar um grandioso trabalho de evangelização na comunidade de São José. “O seminarista Victor Santos também com seu carisma e dedicação deu sua parcela de contribuição para o nosso grupo dando um aprofundamento sobre os livros da bíblia”.

Igo contou que Victor é um dos frutos do grupo da São José. “Pois o mesmo saiu do grupo para o seminário de Mossoró para estudar e prepara o caminho sacerdotal”.

De acordo com o coordenador, apesar da entrega ter sido realizada ontem, ainda não foi arrecadado o valor total para compra das bíblias. “Mais tenho fé em DEUS que esse valor será levantado por um todo”, disse esperançoso.

Igo contou que sempre viu a necessidade dos jovens possuírem e trabalharem com a bíblia e através da campanha iniciada por ele nas redes sociais esse objetivo está prestes a ser alcançado. “Agora é torcer para que tudo dê certo e possamos fazer um ótimo trabalho de evangelização em nossa comunidade”

Durante o encontro para entrega do material, houve também um momento de confraternização com os jovens do grupo. “Na ocasião foi servido um jantar que foi preparado pelos próprios jovens com muito amor e carinho”.

Em discurso durante a reunião, Padre João Batista falou sobre as bíblias e da grande importância que se tem que é ver um jovem com a bíblia na mão.  “Ele parabenizou a iniciativa do grupo também para todos os que contribuirão com a campanha. Há Maria Salete fundadora do grupo ESC que na qual temos maior respeito e afeto por nos ter dado esse grupo com tanto amor e dedicação”.

Igo destacou ainda o nome de cada um que contribuiu com a campanha. “Vanilda Souza Erivanda Costa, Veralúcia Maia Delfino, Djânia Xavier Leandro, Aurismar, Costa, Cecilia Onofre, Alberto, Rita Vieira, Dona Rita, Dona Raimunda, o nosso muito obrigado a vocês e também ao blog Umarizal em fotos do amigo Léo Silva o nosso abraço a cada um de vocês”, completou.

Por Uzl em Fotos - O Retrato da Notícia.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Abril/2014: Jesus foi ao encontro delas, e disse: ‘Alegrai-vos’!


Brasília, 1º de Abril de 2014.
 


Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.

            “Jesus foi ao encontro delas, e disse: ‘Alegrai-vos’”
(Mt 28,9)


Que época bonita esta da Quaresma-Semana Santa-Páscoa! Quanta “santa” agitação! Quanta animação e profundidade! Mais do que a experiência significativa de traçarmos um caminho rumo a Jesus nos alegramos ao perceber que a iniciativa primeira do encontro parte dele mesmo, como vitorioso, para nos anunciar o Evangelho da Alegria!
Inúmeras Comunidades sabem aproveitar deste importante momento como ocasião muito favorável para envolver nossos adolescentes e jovens nas diversas atividades. Parabéns se a sua Comunidade é uma destas! Você não imagina o impacto positivo que isto gera na vida deles!
Este momento intenso de espiritualidade cristã tem uma força incrível de atração e envolvimento dos jovens: liturgias, encenações da Via-Sacra, retiros, arrumação de ambientes, gestos concretos de solidariedade, iniciativas ligadas à Campanha da Fraternidade, celebração da Jornada Diocesana da Juventude no Domingo de Ramos, etc.

Saber cativar e envolver nossos jovens na dinâmica da vida pastoral, desde as pequenas coisas, é sinal de sabedoria de quem tem a responsabilidade de conduzir o povo de Deus. Nossa Igreja é rica de ocasiões propícias que, uma vez adaptadas à cultura juvenil, proporcionam tanto o crescimento da paixão do jovem por Jesus Cristo e pela Igreja, quanto o rejuvenescimento da Comunidade que é chamada à constante conversão.

Neste sentido, a Pastoral Juvenil exercida de diversos modos pelo país, defende a ação evangelizadora que se sustenta numa pedagogia organizada. Para nós não basta promover atividades “para” os jovens ou “com” os jovens! Em nosso contexto cultural que cada vez mais exige capacitação e seriedade nas várias áreas, a Igreja se sente desafiada a trabalhar junto aos jovens a partir de um consistente “processo pedagógico”: planejamento, ações concatenadas, etapas, objetivos, prioridades, estratégias, etc.

O Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, ocorrido em dezembro passado, ao aprofundar a 3ª. Linha de Ação – PEDAGOGIA DA FORMAÇÃO – definiu assim as duas PISTAS DE AÇÃO para todas as expressões juvenis e Regionais da CNBB nestes próximos anos:

1º.    Tornar nossas atividades cativantes e criativas, utilizando-se da pedagogia de Jesus, para proporcionar o encontro pessoal com Ele.
2º.    Elaborar um processo pedagógico com as juventudes, inspirados nos documentos da Igreja, contemplando espaços de vivência e partilha, respeitando a complexidade do mundo juvenil e sua linguagem.

Se o primeiro ponto acima nos provoca a repensarmos nossas ações para que elas sejam mais atraentes e envolventes, o segundo ponto nos recorda que estas ações devem obedecer a um processo pedagógico. Dizem ainda estas Pistas de Ação que a criatividade deve se espelhar na pedagogia de Jesus, respeitar o contexto juvenil e ter uma linguagem jovem. Será que nosso serviço às juventudes tem considerado estes elementos? No que podemos e devemos melhorar? Pergunte aos jovens e eles mesmos poderão ajudá-los nesta resposta!

Com relação ao princípio da PEDAGOGIA DE FORMAÇÃO nossos documentos e prática nos solicitam:
  1. Conhecer (estudar) a fundo as prioridades, ações e posturas pedagógicas de Jesus Cristo (cf. Zaqueu – Lc 19,1-10 ; Discípulos de Emaús – Lc 24,13-35, Nicodemos – Jo 3,1-21, Mulher Samaritana – Jo 4,1-42);
  2. Verificar se nossos projetos aos jovens realmente estão conduzindo-os para o encontro significativo com Jesus Cristo, ou são simplesmente “passatempo e entretenimento religioso”, alimentando, inclusive, espiritualismos, ideologias, fugas, revoltas, descompromissos, etc.
  3. Organizar um Plano de Evangelização, prático e simples, a partir do protagonismo das diversas expressões juvenis e com clareza de objetivos, análise da realidade, ações significativas, envolventes e concatenadas;
  4. Ter clareza do que se quer em cada fase da vida formativa dos jovens em nossos ambientes: catequese, grupos, eventos, etc.
  5. Articular uma proposta evangelizadora própria para a realidade e a idade do adolescente, diferenciando-o dos jovens;
  6. Desafiar a criação de, no mínimo, 1 Grupo de Jovens em cada Comunidade e acompanhar o processo de sua implementação;
  7. Promover eventos de massa, principalmente a Jornada Diocesana da Juventude (Domingo de Ramos) e o Dia Nacional da Juventude (último Domingo de outubro), aproveitando destas ocasiões para desenvolver o protagonismo juvenil na sua preparação, execução e continuidade;
  8. Conhecer a singularidade da cultura juvenil com suas linguagens, necessidades e desejos, a partir de palestras, debates, cursos, pesquisa de campo, visitas missionárias. Quem é o jovem que está conosco? Quem é o jovem ao qual queremos atingir com nossa proposta pedagógica evangelizadora?
  9. Ousar mais em iniciativas que valorizem as expressões culturais juvenis: teatro, esporte, arte, dança, coreografia, grafite, paróquias, bandas, favorecendo, assim, outros espaços e momentos específicos além das missas.
  10. Promover iniciativas de voluntariado juvenil, como importante instrumento pedagógico para o desenvolvimento da corresponsabilidade social e da caridade cristã.
“Essa juventude possui um grande potencial. Para abrir a porta deste potencial e deixar desabrochar o idealismo e o espírito de doação natural do jovem, há necessidade de uma chave pedagógica. Trata-se do conjunto de métodos usados que envolvem a maneira de ser, de viver e de comunicar-se dos agentes de evangelização” (Documento 85 da CNBB, n. 144). 

O Ressuscitado, que nos abriu as difíceis portas do paraíso, abra ainda mais nossas Comunidades para acolher os jovens em vista de ajudá-los na abertura de seu coração para a vontade de Deus e o projeto do Evangelho.

O abraço carinhoso e a pedagogia maternal de Maria nos protejam e nos auxiliem a traçar para os jovens um caminho de formação integral em vista da felicidade sem fim.
Feliz Páscoa!
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

quinta-feira, 3 de abril de 2014



CINE YOUCAT: JUVENTUDE DE CARAÚBAS ORGANIZA SALA DE CINEMA COM EXIBIÇÃO DE FILME O SOBRE TRÁFICO HUMANO

A iniciativa visa refletir sobre o Tema da CF 2014: Fraternidade e tráfico humano

Caraúbas, 26 de Março
Da redação do CPJ Caraúbas
           
A juventude paroquial de Caraúbas está preparando outras dinâmicas para a reflexão do tema da CF 2014. Além dos Encontros JOVENS NA CF 2014, que já está acontecendo na maioria dos grupos de jovens, será organizada para o dia 05 de Abril uma sala de Cinema no espaço do CIS (Centro de Inclusão Social) onde será exibido o filme: Anjos do Sol, um longa-metragem que retrata a triste realidade de uma jovem adolescente que é vendida pelos pais para viver como prostituta no interior da Amazônia. “Os grupos de jovens da zona urbana estão se organizando para realizarem este momento de reflexão e oração. Uma programação foi montada e inclui, um documentário sobre o tráfico humano, animação e oração antes da exibição do filme. A animação ficará por conta do ministério de música jovem MATER DEI.   

            O evento se chamará CINE YOUCAT, porque será em parceria com o projeto YOUCAT SCHOOL CARAÚBAS (projeto de estudo do catecismo jovem). “Será uma oportunidade para refletir o tema da CF 2014, levar o conhecimento do Youcat para os jovens que ainda não conhecem esse livrinho maravilhoso, oração, louvor e fraternidade entre os jovens, já que estarão reunidos os jovens dos três grupos da Cidade: MATER DEI (Ministério de Música Jovem), ANJOS ADORADORES (da Matriz de São Sebastião) E O JFIC (Do alto São Severino)” declarou a assessora Lucirene Torres do CPJ Caraúbas. 

            O Cine Youcat também acontecerá nas zonas rurais. Pelo menos três grupos já confirmaram que vão realizar a ideia: ESPERANÇA JOVEM (Do assentamento Petrolina), GRUPO DE JOVENS DA CACHOEIRA e os FILHOS DE FÁTIMA (da comunidade Mariana). O objetivo é também refletir o tema e lema da Cf com as outras pastorais e movimentos das comunidades. Em Petrolina o evento reunirá toda a comunidade, porém, será organizada pelos jovens.